terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Resenha Um Poema de Guerra




Livro: UM POEMA DE GUERRA
Escritor: DAN FOLTER

Um livro que superou minhas expectativas. Um poema de guerra conta a história de um romance entre Júlia e Gustavo.
Gustavo um estudante de jornalismo que luta para pagar as contas e sobreviver na capital paulista. Tímido e solitário se apaixona por Júlia uma vizinha vinda do Sul do país, que traz na bagagem o sonho de reencontrar-se com sua origem naquela cidade. Educada numa família tradicional ela contém em seu íntimo ideais de lutas revolucionárias por um país melhor.
Uma guerra iniciada nos tempos atuais do nosso país é narrada com uma riqueza impressionante em detalhes pelo autor, e em muitos pontos fica quase impossível não fazer relação entre ficção e realidade. Esta guerra coloca os protagonistas em lados opostos e neste ambiente eles lutam para manter vivo este amor.
Uma leitura demorada. O livro dividido em capítulos curtos possui uma quebra da linearidade em cada início de capítulo, isso faz com que o leitor reflita sobre os capítulos anteriores para relacionar a continuidade da história. Dessa forma, é impossível ler este livro como um romance comum.
Um Poema de Guerra é muito mais que um simples romance, já que podemos tranquilamente definir certos estereótipos da sociedade atual brasileira e aqui refletir sobre ela. Por exemplo: Os estudantes de jornalismo, que representam a mídia manipulada por grandes chefes do poder, que mantém o monopólio da imprensa a favor de seus interesses particulares. Rodrigo, representa a polícia corrupta, que se esconde por traz da lei. A família de Júlia que representa a família tradicional que educa, apoia, mas jamais se envolve com as dores e aflições dos filhos. E, Júlia, que representa a classe do povo sonhadora que é usada pelos movimentos populares sem jamais conhecer os reais propósitos deles.
Por fim, acredito que este livro vai além de cada leitor, a cada leitura novas concepções serão formadas, assim como as poesias contidas nele que não encerra o sentido no texto, mas abre novos horizontes para o leitor ir além de sua realidade social e humana.
Parabéns ao autor Dan Folter!
Super recomendo a leitura!



sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Resenha Tente Outra Vez



Livro: Tente Outra Vez
Autor: Fabiano Jucá

Escrito em primeira pessoa, o livro Tente Outra Vez relata uma história familiar da atualidade. Solomon é um rapaz casado com Diane, e juntos tem uma filha pequena. Eles vivem as primeiras dificuldades do casamento, a rotina e os conflitos pela incompatibilidade de personalidade.
As discussões e a indiferença acabam levando a alegria e a paixão do primeiro amor. Durante uma viagem, um acontecimento acaba por separa-los. Este choque de realidade, que vai muito além da separação, faz com que Solomon inicie uma jornada de busca, não apenas de sua família, mas de si mesmo.
Este caminho que o leitor faz, juntamente com o protagonista, durante a leitura, se torna uma reflexão aplicável à própria vida do leitor.
Uma escrita simples, sem detalhes desnecessários, faz da leitura além de muito prazerosa, rápida e intensa. E ainda muito edificante, pois provoca reflexões sobre a vida, o amor e a família.
Super recomendo, para todos que acreditam que literatura é mais que contar histórias, é contar a própria vida de cada leitor.
TENTE OUTRA VEZ, está disponível no site do Amazon.  



terça-feira, 30 de outubro de 2018

Resenha Os Fantasmas da Sol



Sol é uma adolescente que cresce em uma família fragmentada como muitas em nossa sociedade. Na liberdade das cidades do interior, no início do século XXI, Sol experimenta sentimentos mal interpretado, pela falta de diálogo e amor em sua casa. Isso gera em seu interior fantasmas que vão amedrontá-la pelo resto da vida.
Para se livrar de seus fantasmas muitas vezes ela age por vingança na tentativa de aumentar seu orgulho e estas decisões vão conduzi-la para alguns extremos, como o desprezo e a culpa.
Assim como na vida real ela também encontrará amizades verdadeiras e até o amor.
Mas será que seus fantasmas do passado a deixarão ser feliz?
Será que o amor será suficiente para superar sua vida e seu passado?
Um romance disponível no Amazon.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Resenha Caos Nova Fórmula




Livro: CAOS NOVA FÓRMULA
Autor: JEAN-PAUL COLEMONTS

Um livro que se revela pela capa, cheia de detalhes que assemelham a um produto, sugere em “NOVA FÓRMULA” uma inovação ou melhoria de algo que foi produzido no passado.
Isso percebemos logo no primeiro conto “A PRIMEIRA VEZ”. Um narrador protagonista que narra no tempo passado uma primeira experiência vivida em família. O conto encanta pela riqueza de detalhes, cultivado na memória do homem, o mesmo menino que viveu, expõe a beleza de uma época.
O mais impressionante é que segue no segundo conto, com o mesmo narrador relatando uma experiência de separação. No conto “A BICICLETA” o narrador conta todas as dificuldades vividas após uma separação, as mudanças do cotidiano e o acolhimento da família, muito comum na época de 80, quando quem tinha melhor condição financeira sempre se dispunha a ajudar os parentes em dificuldades. A beleza deste conto está no relato minucioso das refeições em família. Onde está “A BICICLETA”? O leitor vai precisar ler o livro para encontrá-la, e viver esta aventura juntamente com o protagonista.
Apesar do livro trazer contos em separado o tempo é marcado cronologicamente. O conto “LOUCURA” apresenta o protagonista como um jovem que vive as loucuras das primeiras experiências com as amizades. O interessante é que o narrador não se preocupa em mascarar a realidade, mas a relata com emoções e adrenalinas reais, livre de julgamentos. Isso permanece na próximo conto “ROOM SERVICE”, no entanto, sentimos o amadurecimento do protagonista, neste conto que o leva para as obrigações diárias, como o trabalho.
O livro deixa um saudosismo em quem viveu nesta época. Para quem não viveu deixa o desejo de voltar no tempo. Em geral o livro deixa a expectativa de continuação, de outros momentos e, o questionamento de como seria o olhar deste narrador sobre outros tantos momentos possíveis.
Então, conseguiu descobrir o produto que está dentro do “CAOS NOVA FÓRMULA”?

BOA LEITURA!



segunda-feira, 28 de maio de 2018

OS CINCO ERROS FATAIS QUE OS ESCRITORES INICIANTES COMETEM


Resumo:
Quando um escritor decide publicar um livro, quase sempre mergulha num mundo desconhecido e, esta falta de conhecimento juntamente com a ansiedade de ver seu texto se transformar em livro, leva o autor a erros fatais, como: Aceitar, logo, a primeira proposta de publicação de seu texto; Confiar em agentes literários desconhecidos; Enviar para avaliação textos sem preparação e apresentação; Assinar um contrato sem questionamentos; Aprovar uma capa baseando em seu contentamento; Estes cinco erros podem acabar com o sonho de um escritor.
***
Vivemos numa época em que o celular tornou-se objeto essencial entre jovens e adultos. Ele está presente em todos os lugares, quase sempre ao alcance das mãos. Diante disso, qual seria o real espaço do livro físico na vida da sociedade contemporânea? Será que ainda existe interesse neste objeto tão ultrapassado? Pode não parecer, mas o cheiro inconfundível e a beleza impar de cada livro, faz dele um objeto desejado e amado por pessoas de todas as idades, desde a criança que se encanta pelo colorido das ilustrações, os adolescentes que viajam numa aventura sobrenatural, até as senhoras que sonham com a juventude numa bela poesia.
Contudo, basta abrirmos a internet para observarmos uma quantidade espantosa de lançamentos de livros, todos os dias. E também, vemos no dia a dia editoras em ritmo acelerado de trabalho, com isso temos a impressão que neste setor não há crises. Enquanto isso, do lado oposto encontra-se um profissional solitário que parece viver de sonhos, o ESCRITOR.
É sempre com ele que se inicia todo o processo de produção de um livro, especificamente o livro de ficção, nasce de um sonho do autor. É ele que através de suas idéias inicia a história e vai moldando conforme suas experiências e seu conhecimento. Com o texto finalizado ele é o primeiro a acreditar neste sonho e, é neste momento que o escritor pode por seu trabalho a perder se não tomar certas precauções perante este mundo dominado pelas editoras. Nesta fase o escritor pode cometer erros fatais com seu futuro livro. Vou explicitar os cinco erros fatais.
O primeiro erro fatal é aquele da facilidade; Assim que encontra uma editora disposta à receber e analisar seu original, envia logo.
Portanto, para que um escritor tenha sucesso nesta etapa, ele deve pesquisar muitas editoras. Observar nas livrarias se tem livros desta editora, pesquisar páginas de reclamações para conhecer os eventuais erros das editoras que se propuseram receber seu original, e ainda, conhecer qual a linha editorial de destaque de cada uma; Só então, escolher a que melhor se encaixa o seu estilo, o gênero de seu texto e enviar seu original para avaliação.
Um segundo erro é a busca por agentes literários; Eles quase sempre buscam especificidades, buscam por algo pensado antecipadamente a pedido das editoras, seria muita sorte ser o que eles procuram.
Contudo, vale a pena pesquisar e conhecer bem o trabalho dos agentes literários tais como: autores que indicaram, livros que foram recomendados por eles e, mais importante, quais editoras aceitam indicações deste agente literário, e ainda, nunca assinar contratos longos por promessas de indicações. Afinal, agência séria avalia seu texto sem cobrar por isso.
Um terceiro erro fatal enviar seu texto sem nenhuma preparação; isso pode fazer com que a editora perca totalmente o interesse de publicar e comercializar sua obra.
Um texto contendo erros ortográficos, mal formatado, ou mesmo sem uma boa sinopse, para chamar a atenção do editor, pode fazê-lo descartar um texto muito bom, seja por falta de tempo ou de conhecimento de seu trabalho. Dessa forma, um bom resumo, para que o editor se interesse pelo seu texto logo nas primeiras linhas; Uma biografia é fundamental para que o editor tenha clareza que você é um profissional das letras.
O quarto erro assinar contrato sem ler os pormenores; também pode ser ocasionado pela ansiedade, como também pela falta de conhecimento, por parte do autor, quando a editora faz uma proposta de publicação ele aceita rapidamente.
Muitas vezes o escritor tem medo de questionar, ou de fazer uma contraproposta, temendo a desistência da editora no projeto. Isso geralmente acontece com escritores iniciantes, que ainda não adquiriram segurança e instabilidade na profissão, quase sempre são eles que sustentam editoras pequenas e médias pagando do próprio bolso pela publicação de sua obra. Leia e releia os contratos, questione tudo que estiver subentendido e só assine um contrato quando estiver ciente que é viável para ambas as partes.
O quinto erro é gostando faz aprovação; quando chega a etapa das provas, principalmente, provas de capa. O encantamento toma conta do autor e isto pode prejudicar a qualidade do seu trabalho.  
Este é um momento muito importante para seu trabalho e não pode ser gosto seu apenas. Portanto, aproveite a mídia. Faça votação, mostre para pessoas que você confia e, seja aberto as críticas. Revise todos os detalhes letra por letra, afinal, uma letra em falta pode destruir seu trabalho.
Muito bem, depois disso ainda resta muitos detalhes para que seu livro chegue nas livrarias e consequentemente, nas mãos dos leitores, porém são etapas que não dependem exclusivamente do autor, nesta fase seu livro depende mais da editora que você contratou. No entanto, o autor ainda pode opinar e influenciar para que seu livro tenha uma qualidade invejável. É o caso da revisão do texto, a maioria das editoras, mesmo contratando profissionais para corrigir e preparar seu texto é sempre o autor que dá a palavra final, se aprova ou não, as indicações dos preparadores e revisores.
Mesmo depois de tudo pronto o arquivo final vai para impressão, e dele será feito um modelo, chamado de “Boneco” que será encaminhado ao autor para que ele revise novamente todos os detalhes no produto pronto. Geralmente, a produção de um livro é feita em grandes quantidades e para não por em risco toda a produção é que é feito a impressão de um exemplar apenas, com a finalidade de corrigir eventuais erros que tenha passado pelas etapas anteriores. Mesmo que o Boneco passe por várias pessoas e o editor tenha maior poder de modificação, é do autor maior interesse em manter o zelo até a finalização, ou seja, até que seu texto se torne um objeto desejado por crianças, jovens e adultos.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

A BELEZA DE UMA MÃE



A BELEZA DE UMA MÃE

A beleza de uma mãe está nos cabelos bagunçados,
Ao filho agarrado a rolar pelo chão.
Nas unhas cobertas de massa,
Na cheirosa fumaça, d’uma forma de pão.

A beleza de uma mãe está na barriga crescida,
Esperando uma vida que está a gerar.
No abraço apertado do filho amado
Quando a tarde chegar.

A beleza de uma mãe está na blusa amassada,
No abraço apertado, quando o filho chega da escola.
Na maquiagem borrada,
Quando a filha formada diz que vai embora.

A beleza de uma mãe está no sorriso faceiro
Que esconde brigadeiro para o filho encontrar.
Na festa surpresa, numa flor sobre a mesa,
E na canção de ninar.

A beleza de uma mãe está no rosto abatido,
No corpo sofrido, no tempo a vencer.
Na força das mãos unidas, de quem luta pela vida,
Dos filhos a crescer.


(Por Luciana Leopoldino)
Todos os direitos reservado ao autor

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Resenha Um Diálogo Com Deus


Sobre o livro

Entre tudo que já li e todas as entrevistas que fiz, durante o processo de produção deste livro, existe um consenso que ninguém consegue dizer com exatidão em qual momento de sua vida surgiu a depressão, porém ela sempre se manifesta a partir de alguma crise emocional, às vezes a perca de alguém, seja por morte, por separação, ou mesmo, expectativas frustradas sobre alguém, sobre um trabalho ou, sobre um sonho que cultivamos. Dessa forma, a depressão sempre aparece após uma grande decepção.
Todos nós temos momentos de solidão, de tristeza, de pessimismo, etc. Tudo isso é normal, faz parte da vida; talvez, por isso fica tão difícil identificar a depressão, pois o grande desafio é definirmos quando cruzamos a linha do normal para o enfermo.

No entanto, este relato de sentimentos pode ajudá-lo a compreender em qual estágio você se encontra neste exato momento. Desde os primeiros momentos de solidão; Momentos de abandono; De tristeza intensa e até de desistência da vida. A partir da leitura você se identificará com os sentimentos da autora e caminhará com ela para o tratamento e a cura. Desde os primeiros raios de luz, até a alegria de viver novos sonhos, novas conquistas, novas expectativas.

[...] Senhor, meu Deus, meu amigo!
Há dias como hoje que me levanto e me sinto tão só, tão insignificante, me bate uma dor no peito e uma solidão tão grande me invade que minha vontade é de sumir no ar. Esta é a sensação que tenho já logo pela manhã. Sinto que estou invisível aos olhos do mundo. Sinto que o dia chegou e não me trouxe nada de novo, nada de diferente, nenhuma mudança maravilhosa, nenhum acontecimento extraordinário para se viver hoje.
Sinto que até o Senhor está distante de mim. Te procuro no silêncio e encontro um vazio. Te procuro nas pessoas e só encontro amargura e tristeza. Então, onde está, Senhor? Onde devo Te procurar?
Eu sei que existe um tempo para cada coisa, Senhor! Mas o tempo de esperar passa tão lentamente, que parece interminável.
Eu sei que no tempo de construir é tão difícil começar, retirar os entulhos que se amontoam no coração. Desapegar da paisagem que se acostuma, abrir mão do que tem para começar de novo! Realmente, não é fácil, mas às vezes se faz necessário!
E, mais difícil ainda, Senhor, é demolir o que está mal construído ou corroído pelo tempo, às vezes preferimos escoras, só por medo do vazio!

Boa leitura!!


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Resenha Relato De Um Anjo



Livro: Relato de Um Anjo
Autor: Fabio Magalhães.

Um romance lançado em 2016, pela Chiado Editora, escrito na linguagem relato, o narrador protagonista descreve sentimentos em cada cena vivenciada, num estilo que se assemelha Machado ele questiona o leitor que se sente parte do texto.
O tempo neste romance é marcado cronologicamente, porém recheado de poesias, quebra as sequências e deixando a leitura leve e muito prazerosa. 

Este livro me surpreendeu logo nas primeiras páginas, pois esperava um romance entre dois jovens com encontro, sofrimento e final feliz. Porém, logo após o primeiro encontro entre Amanda e Felipe os protagonistas, aparece uma bela poesia que nos convida a sentir o texto e mesmo sem querer o leitor é tocado pelo clima de romance.
Entre encontros e desencontros o autor coloca muito bem, outras histórias, com realidades diferentes o que torna cada página imprevisível e desperta o interesse do leitor.

A mistura de realidade e ficção que o autor apresenta provoca a imaginação do leitor quanto aos espíritos, anjos e demônios, o bem e o mal. 
Uma leitura para sentir, assim definiria este livro! Boa leitura!


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Resenha Poesias e Crónicas



Livro: "Poesias e Crónicas"
Autor: João Leles.

Um livro sempre produz uma viagem. Este não é diferente, apesar de ser escrito em poesias e algumas crônicas.
Num estilo próprio João produz poesias variadas com versos livres, algumas rimas, mas nada de muitas regras, o que torna a leitura dinâmica e surpreendente.
Suas poesias apresentam um "eu lírico" que inicia uma viagem interior desde a criação do mundo, com reflexões sobre a vida em diferentes criaturas.
Ao chegar no ser humano ele passeia parafraseando canções de ninar brincadeiras de roda, mas evolui com as lições da natureza como um adolescente que chega diante da escolha fundamental de sua vida, onde tornar-se-á "Sábio ou Tolo". Independente da escolha o "eu lírico" encontra-se com o amor e segue refletindo sobre a vida, pessoas e a família.
E de repente o leitor se encontra com uma pessoa madura que deixa a poesia e vai para a realidade, através das crônicas com suas experiências.

Um livro fantástico, que numa linguagem simples traduz a vida das mais diversas formas, modeladas sobre "Poesias e Crônicas.
Obrigado João por me proporcionar esta aventura.
Boa leitura!

Resenha O Lado Escuro Da Madrugada



Livro: O Lado Escuro Da Madrugada,
Autor: Roberto Giacundino.

Um romance policial que se ambienta na cidade de São Paulo. Uma cerimônia de premiação e um assassinato dão início a uma trama cheia de mistérios e contradições, onde a protagonista a repórter Sandra Garcia, uma mulher bem sucedida, porém atormentada pelos fantasmas do passado segue uma investigação com a ajuda de dois amigos e um hacker de computador, sendo que, a cada avanço um novo assassinato acontece, dando sequência a uma série de assassinatos e acontecimentos que apontam para todos os lados.
Seria alguém do passado de Sandra? Seria um acerto de contas por drogas? Ou Seria um grupo nazista agindo em São Paulo?
Uma história para você viver! Porque realmente me desesperei na subida da escada, me apavorei ao abrir o porta-malas, senti as mãos gelar dentro do banheiro e muitas outras sensações o livro me proporcionou.
O autor descreve os ambientes, cenas e personagens com riqueza de detalhes, sem exageros o que torna a leitura agradável e envolvente.
O tempo é psicológico, assim o leitor fica ligando pontos e acontecimentos que torna a leitura dinâmica atiçando a curiosidade e a imaginação do leitor.

Ao iniciar a leitura você pode esperar uma aventura onde nem tudo é o que parece e muitos fantasmas reais podem ser encontrados no Lado Escuro da Madrugada. Boa leitura! 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O CRISTO ESQUECIDO



O sacrifício terminou, o Cordeiro foi imolado, o povo saciado.
As cadeiras de encosto alto com almofadas vermelhas dispostas em frente ao altar e as imponente bandeiras ateadas, indicam que a cerimônia será importante.
As pessoas inquietas caminham de um lado para o outro em trajes de festa, buscam por amigos e familiares, afinal os fotógrafos estão apostos e os grandes arranjos de flores precisam ser aproveitados.
As vozes se alteram quando o apresentador se aproxima. Está chegando a grande hora, a consumação de muito trabalho. De repente, o apresentador pedi silêncio e anuncia, a cerimônia vai começar, as autoridades são convidadas a ocupar o palco. Entre aplausos, assovios e gritos histéricos o sr. Diretor sobe ao palco e ocupa a cadeira central. Logo em seguida, outros membros importantes sr., sra., ilustríssimo, ilustríssima gente honrada pelos méritos de seu trabalho ocupam as demais cadeiras presente sobre o palco.
Finalmente, inicia-se os discursos com salmos e frases do Mestre e, recebe aplausos, a plateia fica eufórica, as palavras foram escolhidas para impressionar, um discurso perfeito, digno da solenidade. Os votos de incentivo são de responsabilidade do sr. Diretor, orgulhoso com a aparente sensação de dever cumprido.
Durante as chamadas e orientações os desfiles nervosos, num constante sobe e desce do altar “palco”, já nem sei mais, as palavras que melhor se encaixam aqui, afinal as palmas, os flash me deixaram confusa. 
Enfim, a intenção de celebrar um momento tão importante, como a colação de grau, na casa do Mestre deve ter sido das melhores e seria até adequado se o Mestre fosse o anfitrião e lá no fundo do palco não tivesse O CRISTO ESQUECIDO por detrás do altar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Se Existe Papai Noel?

Se Existe Papai Noel?
Mas é claro que existe! O natal vai ser uma beleza, todos os seres inocentes receberão seus merecidos presentes. E digo ainda mais, na verdade todos os contos de fada existem!
Esta semana, sem mentira nenhuma, passou pelo meu portão uma fada! Pois é, tinha nas mãos um monte de desejos e até me ofereceu alguns, mas, eu que sempre pensei que meus sonhos dependem de mim e de minhas decisões, disse que não. Sabe! Eu aprendi a duvidar do óbvio demais! Com certeza, já me acostumei a responder pelas minhas decisões, é incrível como elas me levam para o caminho mais difícil.
Olhem só! Todos os problemas de saúde resolvidos e anunciados no ar! Agora me diga se isso não é coisa de Peter Pan? Quem mais poderia ter o elixir da juventude e saúde eterna?
Os sete anões já estão prontos para o trabalho mineiro, cavarão no escuro, a não ser que a Branca de Neve lhes concedam uma lanterna, daquelas de mineiro mesmo, que mostre apenas onde cavar, pois ao mineiro o importante não é a luz, mas o ouro. E quando ela fechar os olhos eles vão velar seu silêncio, nunca o seu despertar.
Além disso, eu vi aquela fada madrinha da Cinderela, ela passou embelezando tudo, os caminhos esburacados, os mendigos da rua rapidamente se transformaram em cidadãos dignos, as crianças trombadinhas de rua reunidas nas esquinas ganharam bolsas e foram à escola.
Por fim, os Ratos viraram heróis para transportar a maior mentira de todos os tempos e...
E A ARAPONGAS CAIU COMO UM PATINHO!


Por LUCIANA LEOPOLDINO

sábado, 6 de agosto de 2016

VERDADE, CONSEQUÊNCIA OU DESAFIO



Todos os dias quando vou para meu trabalho aproveito para fazer uma caminhada, dizem que é necessário para se manter a saúde; como o percurso é curto faço a pé. Neste pequeno trecho de caminhada contorno um grande hospital, uma referência nacional em tratamento do câncer e do coração.
Logo que entro na calçada do hospital percebo três coisas que me chamam a atenção todos os dias, uma delas são as placas, indicando inovações e tecnologias de pesquisas avançadas, o que me enche de esperança quanto ao futuro; A segunda é a quantidade de ambulâncias das mais longínquas cidades do Brasil, me impressiona o quão grande sacrifício as pessoas fazem em busca da saúde; A terceira coisa que percebo, às vezes, de mais longe é a fumaça e o cheiro do cigarro das pessoas que acompanham pacientes, ou mesmo, pacientes na espera da consulta.
Num dia desses, logo que virei a esquina me deparei com uma mãe e um pai que choravam desesperadamente, diminui os passos na intenção de tentar ouvir, mesmo imaginando a causa, o porquê, do desespero. O pai mesmo chorando tentava em vão consolar a mãe que soltava meias palavras banhadas em lágrimas e interrompidas pelo desespero. No entanto, consegui compreender uma frase “Não acredito que perdi minha filhinha para o maldito câncer!”. Meu coração doeu, parei um instante na calçada e me compadeci daquela mãe. Então, percebi que o pai acendera um cigarro para aliviar a dor, em seguida, passou para a mãe que tragando com alívio, exclamou: Se fosse eu, entenderia! Pois fumei desde menina, mas minha filha tinha apenas quinze anos e nunca colocou um cigarro na boca!
As palavras daquela mãe ficaram em minha mente durante todo o dia; O grito de desespero ainda pode ouvir se fechar os olhos, mesmo assim, continuei meu caminho, refletindo sobre o quanto o ser humano está disposto a renunciar pelo bem dos outros e dele mesmo, e a pergunta que ficou: Será VERDADE, CONSEQUÊNCIA OU DESAFIO?


Por LUCIANA LEOPOLDINO


domingo, 15 de maio de 2016

INDIFERENÇA - Eu Sou Mulher

INDIFERENÇA
No início eu era assim, como uma flor em um jardim proibido. Ele olhava, ele cobiçava, ele desejava. Sentia prazer só em aproximar-se. Eu era seu amor.
Depois, me tornei algo dele, assim como um vaso que enfeita a casa, que traz alegria, que lhe enchia de orgulho em apresentar aos amigos; Ele fazia questão em convidá-los para que conhecessem a beleza do seu lar. Eu lhe causava admiração.
Com o passar do tempo a beleza foi-se embora; E me tornei como parte da casa como uma mobília que produz conforto e segurança; Ele ainda sentia orgulho em me apresentar para os amigos, não mais a minha presença, mas, somente minha utilidade, o bem que representava em sua vida. Eu tinha o seu respeito.
Agora, estou tão fixada em sua vida, que já não consigo me ver no singular. Sinto que faço parte da casa, sou assim como a porta por aonde se chega a um almoço quentinho e saboroso, por onde se inicia um passeio no domingo, por onde se consegue uma roupa limpinha e cheirosa. Eu sou necessidade diária.
Então, não entendi! O que é você?
Muito prazer eu sou MULHER!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Crônica A MENINA DO SEMÁFORO

A Menina Do Semáforo
Durante certo tempo, todas as vezes que passava naquela rua, sempre parava no mesmo semáforo, eu não podia deixar de perceber uma menina, na verdade, uma indiazinha que ficava por ali, acompanhada de sua mãe e seus irmãos. Quando o sol estava favorável ficavam brincando no canteiro entre a avenida e quando o sol mirava o meio-dia se protegiam na calçada embaixo de uma árvore, cada vez que acendia a luz vermelha do sinal, jogava os pedaços das bonecas e corria para os carros, pedindo uns trocadinhos.
A mãe acompanhava de longe como quem ensina um ofício valoroso, afinal, estão ali para ganhar o pão de cada dia, pois em uma tribo indígena esta é a função da mulher e das crianças. Logo, pela manhã lá está ela, com os pés no chão, na maioria das vezes, de saia sem blusa, cabelos soltos, pois a cidade dá esta possibilidade, viver quase como se vivesse numa floresta. Assim pronta para o trabalho, sem esquecer o sorriso de agradecimento, quando seu pedido é atendido. Sempre que passava por ali, a cena era sempre a mesma.
Um dia, porém, percebi o sinal vazio, não tinha ninguém, a indiazinha havia sumido. Fui embora pensando naquele sorriso e o que poderia ter acontecido à aquela inocente criatura. No caminho imaginei as piores coisas, que algum ser sem alma poderia ter judiado, se aproveitado e matado a pobre menina, no entanto, pensei também, quem sabe alguma alma boa destas organizações que existem por aí, tenha resgatado a indiazinha e sua família e levado de volta para alguma floresta para uma vida mais digna.
Depois de alguns dias, passando pelo portão de uma escola pública notei uma menina se agarrando à roupa de sua mãe e chorava inconsoladamente, parei para ver o que estava acontecendo, grande foi minha surpresa quando vi que era a indiazinha, algumas pessoas tentavam convencê-la a entrar na escola, já estava de cabelo preso e uniforme, calça, camiseta e tênis, provavelmente, tudo doado pela boa alma da instituição. Porém, era inútil, ela esperneava e chorava, mesmo assim, acabou entrando quando alguém teve a brilhante ideia de que a mãe entrasse com ela. Tudo resolvido, entrei no carro e fui embora.
No caminho pensei, ainda bem que de tudo que pensei, o que aconteceu foi a melhor das opções, ela encontrou uma alma boa que a conduziu para à dignidade! Será? 
Um tempo depois, passando pela escola vi a menina saindo, simplesmente a menina do semáforo, porque a indiazinha, esta não existe mais.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Crônica A ESPERA

A Espera
Um dia desses, li uma notícia na internet sobre imigrantes haitianos no Brasil, a notícia dizia que “existem haitianos que estão sendo tratados como escravos no Brasil”. Confesso que não dei muita atenção à notícia e, simplesmente, rolei a página pensando que não me interessava uma notícia tão absurda, tão distante. Hoje, porém, retomo o assunto com indignação por meu próprio egoísmo, envergonhada por minha mesquinhez.
Ao sair à rua para algumas obrigações no centro da cidade, uma cena me chamou a atenção quando parei no sinal vermelho, dois rapazes de pele escura, mas tão escura que brilhava num tom azulado e, com isso, destacava o branco dos dentes e o largo sorriso, sentados na calçada conversavam animados como alguém que espera uma boa notícia. Pensei no que esperavam! Família? Amigos? Não! Pois, provavelmente, eram estrangeiros, pois, estavam alheios a tudo que se passava ao seu redor. De repente, um dos rapazes se levantou e, em seguida, o outro, com a intenção de alongar a coluna, pois, aparentemente, estavam sentados ali por horas, foi quando percebi uma mochila para cada um, então, cheguei a conclusão que esperavam algum empregador que, com certeza, viria buscá-los a qualquer momento.
Quando o sinal abriu fui aos meus afazeres e não pensei mais naquela cena. Horas se passaram, cumpri minhas obrigações; fiz uma parada para um café na lanchonete; passei numa loja para ver a atendente que, por certo, é minha parenta; demorei olhando algumas vitrines e só corri para o carro quando percebi uma chuva chegando que, acabou apenas em uma ventania. No caminho de volta, logo que virei a esquina percebi a mesma cena anterior, no entanto, minha parada foi frente aos dois, e continuavam a mesma conversa animada e alegre, mas, eu não compreendi nenhuma frase que diziam, com isso tive a certeza que eram estrangeiros.
Imaginei-me por um instante numa terra estranha, sem amigos à espera de uma promessa, por sabe Deus, quantas horas! Uma angústia apertou-me o peito, olhei para os jovens e me senti inútil, pois, não era capaz nem de compreender suas palavras, imagina ajudá-los! Nisso, nosso olhar se encontrou e pude perceber seu olhar triste e perdido, porém, cheio de esperança, só então, compreendi que o que esperavam não era família, não era amigos, não era o empregador, mas sim, uma pátria que os aceitassem como filhos.


Por Luciana Leopoldino

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

LIVRO



Esta é a capa completa, do meu segundo livro, que será lançado em breve pela Chiado Editora.
É mais um sonho, um presente que Deus me deu para zelar.

Com este livro desejo trazer uma discussão sobre as diferenças que nos cercam e a necessidade de aceitar o outro como ser único e insubstituível.
Já está disponível no site da Chiado Editora.



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

MEU LIVRO - Literatura de Cordel

Pessoal este é meu livro uma literatura de cordel com ilustração em aquarela, conta uma história verdadeira de um homem que teve todas as oportunidades para se perder na vida, no entanto, torno-se uma pessoa digna de respeito e admiração. 

Está disponível para compra no MercadoLivre:

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-720646532-livro-a-historia-de-joaquim-literatura-de-cordel-_JM 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Este Lápis é Meu


Este Lápis é Meu!

Com a internet temos uma exagerada exposição de intimidades, sobretudo, nas redes sociais. Engraçado, que quanto mais conectado o povo está, quanto mais fácil a comunicação, maior o número de pessoas deprimidas e solitárias, isso parece uma contraversão, mas infelizmente, é a pura verdade.
Longe de mim, fazer crítica as grandes editoras que investem pesado em nome do lucro, pois é sua sobrevivência, porém, as pessoas de mente pequena que poderiam estar fazendo uma arte verdadeira, embelezando sua casa e dando exemplo as crianças, no entanto, vivem disputando lápis de cor com os filhos, simplesmente para pintar livros e se livrar do estresse diário, um trabalho que custa horas que poderiam estar brincando, conversando, ou dando atenção aos filhos, um trabalho que logo depois de terminado acaba indo pro lixo, como grande parte da futilidade humana.
As pessoas buscam a futilidade, compram a idéia de felicidade e depois reclamam da falsidade do mundo, simplesmente, não percebem que as melhores coisas da vida e mais duradouras são as que se constroem, são aquelas que se investem o bem mais precioso que se tem o TEMPO.
Hoje em dia as pessoas estão tão deprimidas porque cultiva o egoísmo, todos querem falar, mas poucos investem tempo em ouvir.
Todos querem atenção, mas, poucos investem nas aproximações.
As pessoas vivem do imediatismo, querem colher frutos sempre, porém, cultivar, plantar e investir o tempo poucos se dispõe.
Enquanto o mundo rouba sua maior preciosidade, O TEMPO, você está aí reclamando sua infantilidade do tempo que já perdeu, ao invés de dizer aos filhos EU TI AMO, está dizendo: Este lápis é meu!

Por Luciana Leopoldino


quinta-feira, 23 de abril de 2015

A FALÊNCIA TOTAL DA NAÇÃO



Ultimamente temos vivenciado fatos que nos mostram a realidade de um país em crise. São juros altos, reajustes e mais reajustes, escândalos no governo, sem esquecer as manifestações e o descontentamento geral. Com isso, um pensamento de que o país caminha para a falência tem sido pauta das principais discussões entre os brasileiros.
Contudo, não estamos caminhando para a falência total da nação, pois, se a imprensa mostra é porque tem liberdade para denunciar; Sendo assim, o povo tem liberdade para conhecer o governo e julgar, quais, lutam pelos interesses do povo e quais, estão contra os mesmos.
As manifestações são a luta do povo contra os desmandos do governo, a reinvindicação de seus direitos, podemos dizer que, é o povo exercendo democracia.
Infelizmente, a justiça é lenta e flexível quanto aos direitos do povo e os deveres dos que estão na administração do país, não deixando outra opção a não ser as manifestações e paralizações.
No entanto, o povo precisa se educar quanto a política para não se tornar marionete nas mãos de partidos políticos que querem o poder e não o bem do povo.

Portanto, com o povo consciente lutando pelos seus direitos e pela justiça social a tendência é de melhora e não de falência. Pois o povo unido ainda é a maior força de um país democrático. 

Por LUCIANA LEOPOLDINO

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